quinta-feira, 27 de abril de 2017

Alguém aí?

Você está desaparecendo
Está indo embora
Sumindo
Acho até que não pensei em você hoje

Parastes de me habitar 24h por dia
Chego até a esquecer completamente da sua existênica
Você está indo?
Acho até que não sinto mais rancor.

Quantos anos é necessário para uma pessoa deixar de existir?
Creio que já me habitas como um sonho
De apenas uma noite 
Abri os olhos e não te percebo mais aqui

Não sinto mais a sua saudade
As marteladas cessaram
Acho que realmente você se foi
Adeus.

Almas afins

Sou amor em chamas Arde em mim uma fome eterna Mistura de ansiedade e alegria A felicidade do SIM. Ah, esse negocio dentro de mim Que insiste em se debater Como que quisesse explodir Em mil frases deu te amo. Que teimosa eu sou Poupo-me das conjunturas sociais Desconstruo a lógica do certo E entrego-me ao seu infinito Somos Dedos entrelaçados Almas escancaradas Corações afins.

Dia da Sudade

E talvez hoje eu devesse sentir saudades... 
Saudades dos que me deram presentes, dos que me levaram para sair, dos que passaram por mim, dos pedidos... 
Mas não. 
Minha saudade é toda sua. 
Os batimentos, os apertos. 
Meu espaço oco é todo seu 
E preenchido está.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Número e pronome.

Um monte de nada
Um tempo vazio
Uma expressão sem conteúdo 
Uma vida fútil 
Um esforço inútil 
Um coração de mentira
Uma mente brilhante 
Uma princesa criativa 
Uma mania dolorosa
Uma perda incalculável de sonhos utópicos e dias recheados de amor platônico. 

Das faltas que me fazes.

Ah se você soubesse que todos os dias eu penso em você
Que eu te vejo em detalhes e em compostos
Ah se você soubesse o quanto sinto sua falta
Quanto eu queria ter você aqui. 

Infinitos os dias que passam
E eu não sei como dizer
Não sei se deveria dizer
Mas só existe uma verdade

Eu sinto sua falta
Falta de alguém com uma boa conversa, bom paladar e carisma. 

A vida vai continuar 
E não quero que essas palavras mudem nada
É só que as venho guardando por um longo tempo
E estavam já a sufocar. 

Somos o oco do mundo.

Gargalhadas escandalosas escondem o vazio ensurdecedor. 
Alto tom sem significantes motivos. 
É a alma querendo ressoar sua existência. 

-Vejam como eu riu bonito. Me deem mais motivos. 
E assim são intermináveis breves 30 minutos, precedentes de uma mumificação interior. 

Os dentes que sorriam, agora se travam. Se fecham como se não quisessem expor o buraco negro que há da boca para dentro. 

É o oco. O oco do mundo mora dentro de nós. 
Mora em cada desejo repreendido, em cada vontade desdenhada. 

Silêncios interrompidos. 
Implosão. 

Esquecestes de me habitar?

Ei!
Volte aqui. 
Você esqueceu de habitar meu coração. 

Não sei, acho que foi engano. 
Eu estava na fila o tempo todo. 
Você deve ter me pulado.
Não foi isso? 

Somente por engano
Eh claro. Não é? 
Estou começando a ficar na dúvida. 
Ou seria, com medo? 

Por que você não me habita? 
Sou eu uma não merecedora?
Não consegues me ver como uma casa? 
Só queria ser seu lar. 

Habita em mim,
Que sem você, 
já não sou mais 
Sorriso.