quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Garota no Porto

Tem uma gotinha de orvalho em uma pétala amarela na flor do seu quintal. 

São 4 da manhã e ela fica olhando pras estrelas e observando o movimento das nuvens. 

É frio e silêncio. 
Dentro dela também está assim. 
É um porto que não tem mais barcos. 
Foram todos embora. 
Só sobrou o píer, uma casinha e as ondas que, agora, batem sem pressa. 

Ela vê luzes de avião, vê o tempo correr, pisca os olhos várias vezes e acaba caindo no seu sono gelado e vazio. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário