quinta-feira, 28 de abril de 2016

Sim!

Permito-me aventurar 
Ignorando os vãos desconhecidos do seu eu
Driblando esse "eu" que muitos dizem,
Fingindo não ser você. 

Permito-me à imaginação 
Que te converte e te devora
Como se fosse um rei
Ou um réu. 

Permito-me escancarar o meu ser
Exprimindo-me
E dando minha cara lavada 
a tapa. 

Sim!
Permito-me ao suicídio
Permito-me ao ataque
Permito-me a você. 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Dos olhos teus

Já não sei se falo, ou deixo de falar; 
Já não escuto sua voz nos corredores;
Já não tenho mais sinais da sua presença. 
Já não sei se faz falta, ou se deveria fazer;
Tampouco sei o que, e se ainda, queres de mim. 
Vale lembrar que não sei ao certo quem é você, nem sei como te acessar. 
Eu vi amor nos seus olhos e isso me fez tão bem, tão bem que eu queria saber se os seus olhos, ou o amor, eu tonaria ver novamente. 

sábado, 23 de abril de 2016

Metaforicamente falando

Um universo irreal
Permeado de muitos prazeres. 
O prazer do desconhecido 
O prazer da imaginação. 

Devaneio
Veraneio
Tiro férias ao seu lado
Mesmo que seja metaforicamente 

Consistente 
E incoerente
Palavras que não sabem 
Para onde ir

Fico sem graça 
Não tem sentido 
Tem sentir 
De graça. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Oportunidades

Ninguém se fode para sempre. 
Ninguém nasceu para ser um fudido. Não estamos fadados ao suicidio. 
São apenas coisas que colocam na sua cabeça. 

É tudo novo, irmão. 
Ar fresco
com cheiro de me coma
e cor de me chupe. 

É o mundo de perna aberta para você, e acredite, você não é mais virgem, não seja um idiota. 

Coma-o com todo o seu corpo. 
Coma tudo que puder. 
Vomite o que quiser 
e repita o prato que te satisfizer.

domingo, 10 de abril de 2016

Domínio público

IExtra! Extra! 
Crise conjugal
É o fim 
Catástrofe!

Extra!
Existia um sentimento extra
Não cabia ali 
Não fazia parte do casal. 

Eis que foi:
A garota extravagante 
Extravagou!
Vazou os seus sentidos. 

Exuberante
Ela não cabe mais em si. 
Não cabe mais ali 
Nem acolá. 

Extra!
Colocaram colorante
E estragou. 
Joga-se tudo fora. 

Extra! Extra! 
Aqui jaz o amor de outrora. 
Estrangulou-se numa corda
Que insistia em balançar. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Tortura


Sua voz em cântico pelos corredores 
Minhas células já gritam 
São sons mudos 
Que suplicam por alguma coisa

Perco-me sob novos sonhos
Ilusões encadeadas
Me vejo acorrentada
Amordaçada

Quero berrar!
Não quero a passividade 
da conveniência. 
Não!

Tenho orgasmos
de desespero. 
Uma energia viceral 
Que dilacera. 

Loucura
Tortura
Sadismo.