segunda-feira, 4 de abril de 2016

Tortura


Sua voz em cântico pelos corredores 
Minhas células já gritam 
São sons mudos 
Que suplicam por alguma coisa

Perco-me sob novos sonhos
Ilusões encadeadas
Me vejo acorrentada
Amordaçada

Quero berrar!
Não quero a passividade 
da conveniência. 
Não!

Tenho orgasmos
de desespero. 
Uma energia viceral 
Que dilacera. 

Loucura
Tortura
Sadismo. 

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